sexta-feira, 19 de julho de 2013

Peter Pál Pelbart: "Anota aí: eu sou ninguém"


Fonte: Folha de São Paulo - 19/07/2013 - 03h30 - Coluna Opinião
Slavoj Zizek reconheceu no "Roda Viva" que é mais fácil saber o que quer uma mulher, brincando com a "boutade" freudiana, do que entender o Occupy Wall Street.
Não é diferente conosco. Em vez de perguntar o que "eles", os manifestantes brasileiros, querem, talvez fosse o caso de perguntar o que a nova cena política pode desencadear. Pois não se trata apenas de um deslocamento de palco --do palácio para a rua--, mas de afeto, de contaminação, de potência coletiva. A imaginação política se destravou e produziu um corte no tempo político.
A melhor maneira de matar um acontecimento que provocou inflexão na sensibilidade coletiva é reinseri-lo no cálculo das causas e efeitos. Tudo será tachado de ingenuidade ou espontaneismo, a menos que dê "resultados concretos".
Como se a vivência de milhões de pessoas ocupando as ruas, afetadas no corpo a corpo por outros milhões, atravessados todos pela energia multitudinária, enfrentando embates concretos com a truculência policial e militar, inventando uma nova coreografia, recusando os carros de som, os líderes, mas ao mesmo tempo acuando o Congresso, colocando de joelhos as prefeituras, embaralhando o roteiro dos partidos --como se tudo isso não fosse "concreto" e não pudesse incitar processos inauditos, instituintes!
Como supor que tal movimentação não reata a multidão com sua capacidade de sondar possibilidades? É um fenômeno de vidência coletiva --enxerga-se o que antes parecia opaco ou impossível.
E a pergunta retorna: afinal, o que quer a multidão? Mais saúde e educação? Ou isso e algo ainda mais radical: um outro modo de pensar a própria relação entre a libido social e o poder, numa chave da horizontalidade, em consonância com a forma mesma dos protestos?
O Movimento Passe Livre, com sua pauta restrita, teve uma sabedoria política inigualável. Soube até como driblar as ciladas policialescas de repórteres que queriam escarafunchar a identidade pessoal de seus membros ("Anota aí: eu sou ninguém", dizia uma militante, com a malícia de Odisseu, mostrando como certa dessubjetivação é condição para a política hoje. Agamben já o dizia, os poderes não sabem o que fazer com a "singularidade qualquer").
Mas quando arrombaram a porteira da rua, muitos outros desejos se manifestaram. Falamos de desejos e não de reivindicações, porque estas podem ser satisfeitas. O desejo coletivo implica imenso prazer em descer à rua, sentir a pulsação multitudinária, cruzar a diversidade de vozes e corpos, sexos e tipos e apreender um "comum" que tem a ver com as redes, com as redes sociais, com a inteligência coletiva.
Tem a ver com a certeza de que o transporte deveria ser um bem comum, assim como o verde da praça Taksim, assim como a água, a terra, a internet, os códigos, os saberes, a cidade, e de que toda espécie de "enclosure" é um atentado às condições da produção contemporânea, que requer cada vez mais o livre compartilhamento do comum.
Tornar cada vez mais comum o que é comum --outrora chamaram isso de comunismo. Um comunismo do desejo. A expressão soa hoje como um atentado ao pudor. Mas é a expropriação do comum pelos mecanismos de poder que ataca e depaupera capilarmente aquilo que é a fonte e a matéria mesma do contemporâneo --a vida (em) comum.
Talvez uma outra subjetividade política e coletiva esteja (re)nascendo, aqui e em outros pontos do planeta, para a qual carecemos de categorias. Mais insurreta, de movimento mais do que de partido, de fluxo mais do que de disciplina, de impulso mais do que de finalidades, com um poder de convocação incomum, sem que isso garanta nada, muito menos que ela se torne o novo sujeito da história.
Mas não se deve subestimar a potência psicopolítica da multidão, que se dá o direito de não saber de antemão tudo o que quer, mesmo quando enxameia o país e ocupa os jardins do palácio, pois suspeita que não temos fórmulas para saciar nosso desejo ou apaziguar nossa aflição.
Como diz Deleuze, falam sempre do futuro da revolução, mas ignoram o devir revolucionário das pessoas.
PETER PÁL PELBART, 57, filósofo húngaro, é professor titular de filosofia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, tradutor de Deleuze e autor de "Vida Capital"

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Estudo da Unifesp indica que a abstinência ao álcool altera funções cerebrais



Hipótese foi observada em análise dos receptores canabinóides, responsáveis por regular a liberação de neurotransmissores, através da produção de substâncias semelhantes ao THC, componente da maconha

Um estudo desenvolvido pelo Laboratório de Neurobiologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) indica que a abstinência ao álcool aumenta a produção de receptores canabinóides em algumas regiões do cérebro, fato que altera o funcionamento de algumas áreas cerebrais que estão diretamente ligadas à dependência.

O nosso cérebro produz substâncias parecidas com o Tetrahidrocanabinol (THC), principal componente responsável pelos efeitos da maconha. Estas substâncias estão presentes em todos os vertebrados e regulam a liberação de vários neurotransmissores, tais como a Serotonina e a Dopamina, que estão relacionadas a transtornos psiquiátricos.

Os pesquisadores verificaram a quantidade de receptores canabinóides em camundongos sensíveis ou resistentes ao efeito crônico do álcool, e também se houve alterações nestes receptores durante a abstinência. A análise cerebral mostrou que apenas na ausência do álcool (mas não durante o seu uso crônico) houve um aumento dos receptores em regiões responsáveis pela aprendizagem, memória, emoções, motivação, tomada de decisão e estresse. 

De acordo com Cassia Coelhoso, uma das autoras do estudo, isso ocorreu somente nos animais sensíveis ao efeito comportamental do álcool. “Além disso, uma nova dose de álcool reverteu totalmente os efeitos da abstinência sobre estes receptores”.

Estes resultados sugerem que o sistema endocanabinóide pode ser um importante alvo terapêutico para o alcoolismo, principalmente durante a fase de abstinência, caracterizada por altas taxas de recaídas. No entanto, a funcionalidade deste tratamento em humanos ainda requer estudos mais detalhados.

Sobre o campus São Paulo da Unifesp

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) foi criada em 1994 através da federalização da antiga Escola Paulista de Medicina (EPM), fundada em 1933. A Unifesp possui, hoje, seis campi distribuídos em São Paulo, Diadema, Osasco, Guarulhos, São José dos Campos e Santos, resultantes do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão da Universidades Federais (Reuni).

Integrado a duas Unidades Universitárias, a Escola Paulista de Medicina e a Escola Paulista de Enfermagem, o campus São Paulo da Unifesp oferece sete cursos nas áreas da Medicina, Fonoaudiologia, Enfermagem, Tecnologia Oftálmica, Tecnologia em Radiologia, Tecnologia em Informática em Saúde e Ciências Biológicas, além de programas de Mestrado, Doutorado, Pós-Doutorado, Pesquisa e Extensão.

Mais informações para a Imprensa
Assessoria de Imprensa da Unifesp
(11) 3385-4116
imprensa@unifesp.br

Mais Uma Vez - Renato Russo



Mais Uma Vez - Renato Russo.


Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã 
Mais uma vez, eu sei 
Escuridão já vi pior 
De endoidecer gente sã 
Espera que o Sol já vem 

Tem gente que está do mesmo lado que você 
Mas deveria estar do lado de lá 
Tem gente que machuca os outros 
Tem gente que não sabe amar 
Tem gente enganando a gente 
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar 
Confie em si mesmo 
Quem acredita sempre alcança 

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã 
Mais uma vez, eu sei 
Escuridão já vi pior 
De endoidecer gente sã 
Espera que o Sol já vem

Nunca deixe que lhe digam 
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem 
Ou que seus planos nunca vão dar certo 
Ou que você nunca vai ser alguém 
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar 
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar 
Confie em si mesmo 
Quem acredita sempre alcança(7x)
Compositor: Flávio Venturini - Renato Russo


I Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental



A cidade de São Paulo sediará de 05 a 07 de Setembro de 2013, o I Fórum Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental. O Fórum será realizado pela Associação Brasileira de Saúde Mental – ABRASME e com diversas organizações parceiras, e tem por objetivo debater com os diferentes atores sociais, as questões referentes aos Direitos Humanos e a Saúde Mental em suas implicações transversais com os temas como População de Rua, Uso Abusivo de Crack, Assistência na Reforma Psiquiátrica, Políticas de Encarceramento, Saúde e Violência em relação a Juventude Negra, Ampliação da Rede de Atenção Psicossocial, Cultura, Economia Solidária, Democratização da Comunicação, entre outros.
Data limite para envio de trabalhos: 31 de Julho
Maiores informações, acesse o Link do evento:

terça-feira, 2 de julho de 2013

É imperdível: o povo não é bobo!!!!!!!!!!

Publicado em 24/06/2013
Protesta gremial en Clarín
Las trampas y la arrogancia de la CNN. Las burlas de Obama a la CNN. El desprecio de CNN hacia América Latina. CNN y la manipulación mediática. CNN y su labor con los golpes.
La hipocresía de los medios: O Globo contra la juventud que protesta. Tres días después, O Globo se retracta y defiende a los jóvenes. Esta semana: escrache a Globo News

Em relação ao Usuário de Drogas... O Problema é a Jaula !!!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Programação Encontros do Segundo Semestre de 2013



07 a 09 de Agosto - IPUB/UFRJ - Rio de Janeiro

11 a 13 de Setembro - IPUB/UFRJ - Rio de Janeiro

09 a 11 de Outubro - IPUB/UFRJ - Rio de Janeiro

06 a 08 de Novembro - IPUB/UFRJ - Rio de Janeiro

04 a 06 de Dezembro - IPUB/UFRJ - Rio de Janeiro



segunda-feira, 24 de junho de 2013

Texto de Wolfgang Lenk - Economista da UFUberlandia



Acordou?Então Lave o rosto e veja pra onde vai.
Sim, porque a grita contra partidos e políticos pode sim ser um movimento democrático, se ataca a falsidade da democracia (no Brasil, a urna eletrônica, o financiamento de campanhas, etc.) ou propõe uma representação mais ampla.

A grita atual é contra partidos e políticos porque são corruptos. E a grita contra a corrupção é um movimento por uma representação mais restrita. É um "todo poder ao sistema judiciário", para que ele possa combater a corrupção com eficácia.

O herói dessa demanda é Joaquim Barbosa, ele que é tão bem assessorado por um amigo do banqueiro condenado Daniel Dantas (http://advivo.com.br/blog/luisnassif/wellington-silva-o-biografo-de-joaquim-barbosa).

A tolice: achar que os promotores e juízes não são políticos, nem são corruptos.

Por isso, não me engano: é a direita que foi pra rua.

Por quê? Como os jovens se deixaram iludir por essa tolice? Porque a rua estava vazia.

Não havia uma manifestação contra o monopólio dos meios de comunicação.

Não havia uma manifestação contra a privatização do SUS.

Não havia uma manifestação a favor da PEC das domésticas.

Quando atos dessa natureza ocorreram (e ocorrem toda semana), não houve respaldo, mobilização, articulação com movimentos similares. Não agregaram forças, nem atraíram a juventude.

Os grandes meios não o mostraram na TV, não convidaram especialistas para falar sobre eles, não criaram slogans e clipes, nem nunca o fariam.

No Brasil, aquele que poderia ter dado visibilidade e articulação aos movimentos de esquerda é o PT, como maior partido do país, e o governo federal.

Mas o governo Dilma confunde mudança social com crescimento econômico, programas de transferência de renda. Insistiu em fazer apenas o assistencialismo básico do Lula. E o PT estava contente apenas em estar no governo e fazer uma ou outra coisinha.

Mas mudança social é sinônimo de movimento social.

E o governo Dilma, em busca de sua miragem reformista, se encarregou de reprimir os movimentos sociais. Diretamente, quando coloca o "desenvolvimento" acima de indígenas, ribeirinhos e sem-terra, indiretamente por fechar os olhos para o genocídio de lideranças de esquerda que ocorre hoje no Brasil.

Pode falar o que quiser dos Kirchner, de Chávez, de Correa e de Morales: eles sustentam inalterada a mobilização política da esquerda, com propostas de transformação democráticas e populares. Nenhum deles impôs nada aos ricos sem um forte apoio das ruas, a todo momento.

A cúpula do PT agradeceu os votos que recebeu e disse: "obrigado, agora deixa que eu faço tudo sozinho". Não digo novidade, é o que centenas já disseram sobre os governos federais do PT: eles desarmaram a militância de esquerda.

Entre outras consequências, a juventude de hoje não sabe o que é (foi) o PT, nem o que é a esquerda. Não está mais habituada a participár de assembléias, atos, panfletagem... isso é mais estranho pra eles que uma máquina de escrever. Se tornaram uma massa despolitizada, desinformada, desiludida, sem formação de lideranças (que só acontece no movimento cotidiano). São o terreno ideal para o fascismo chocar seus ovos.

A rua estava vazia. A direita a tomou.

Wolfgang Lenk
economista da UFUberlandia

TEXTO DO EMERSON ELIAS MERHY EM TEMPOS DE MANIFESTAÇÕES


QUE VALE A PENA LER LIDO

Fico imaginando que as manifestações têm muitas caras e é como se a multidão fica-se olhando para "a esquerda" e fala-se: Decifra-me ou te devoro.
Quando sai na quinta pelas ruas do Rio de Janeiro, participando de uma manifestação mais objetiva, contra a cura gay, tive a sensação de estar em uma grande floresta que tinha de tudo.
Vi coisas muito legais e vi coisas horríveis.
Havia grupos com cartazes muito instigantes contra o preconceito, contra a globo e a mídia conservadora, contra a PEC 37, contra a corrupção, contra a privatização, contra o Renan Calheiros, contra o fascismo, pela Paz, contra a violência. Mas, vi também contra a Dilma, os partidos, a esquerda, o PT. Contra os gays.
Vi pouca ameaça de agressão, mas esse não é o testemunho de muitos que se viram acuados por grupos nazi ou por pequenos agrupamentos de direita anti-petista ou anti-lulista.
Havia alguns grupos organizados, mas os mais organizados eram do crime organizado.
Os punks também estavam organizados, mas com comportamentos dúbios.
Havia provocadores difíceis de identificar, pois estavam bem clandestinos no interior da multidão-floresta que estava na rua.
Senti alegrias em alguns momentos e tristeza em outros. Fiquei em dúvida várias horas, não dava conta de entender tudo que ia acontecendo.
Em um certo momento, senti que haveria provocações com a polícia e contra os patrimônios públicos, uma imbecilidade diga-se de passagem, e que muitos grupos iriam se perder nessa hora. Foi quando resolvi ir embora para casa.
Cheguei em casa e comecei a ver a Globo e seus semelhantes dando notícias e vi que eles iam construíndo uma imagem de que havia um movimento uniforme na rua, marcado contra o governo federal e contra os políticos em geral.
Eu não tinha sentido isso de uma maneira tão cristalina, assim.
Sentia sim, uma real frustração de muitos que estavam na rua, por se sentirem injustiçados na forma como os governos, dos vários lugares, desse país vinham tratando as necessidade da população, em geral.
Não atoa as bandeiras da luta eram: hospitais, educação, transporte padrão FIFA. O que me agradava também, quando via cartazes assim.
Vi pessoas muito putas da vida por terem sido enganados pelos governos mais progressistas.
Senti que tinham razão.
Senti que a esquerda que está no governo, com raras exceções, tem feito ações mais intensivamente capitalistas e corroborado a ideia que a vida que vale a pena é a Vida-Mercado, que a nação só será nação se for uma Nação-Mercado, que os fundos públicos, inclusive do SUS, podem ser mexidos para favorecer o Mercado da Saúde.
Que o futuro que a esquerda prometia de uma sociedade mais justa, na qual todos os diferentes são iguais perante o direito a vida com qualidade, tinha sido abandonado.
Que para os pobres, pobres políticas públicas. Não pude deixar de pensar que o bolsa-família é uma migalha diante dos gastos com os capitalistas desse país.
Senti que as pessoas estavam cobrando a fatura dessa traição. E com razão.
E como disse o Wolfgang Lenk, em seu texto, quando a esquerda esvazia as ruas, a direita sente que as ruas são dela.
Vejo que Giuseppe Coco tem razão. A única maneira de isso não acontecer é irmos para dentro do movimento e problematiza-lo, mas com sinceridade a ponto de criticarmos a banalidade política que os governos de esquerda tem entrado.
Se não desvendarmos e decifrarmos o que a Multidão-Esfinge está dizendo, vamos assistir uma fascistização macropolítica no Brasil com sérias consequências para todos.
Infelizmente, vejo o PT como um agrupamento pouco potente para exercer uma autocritica produtiva nesse momento, o que me amedronta muito mais que toda a Multidão-Floresta que tenho vivido nas ruas do país.
A esquerda brasileira como um todo tem que se unificar para agir como um movimento a defender a continuidade e aprofundamento das reformas sociais e políticas radicais que esse país e o povo necessitam.
abraços
emerson merhy

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Arte-educadores discutindo sobre drogas: existe ou não existe?

Texto escrito por Emerson Merhy, publicado no site Circonteudo (http://www.circonteudo.com.br/), que não tem a pretensão de ser completamente descritivo e fiel ao que aconteceu, mas apontar o que foi relevante da maneira mais sincera, possível no encontro que aconteceu do dia 22/05/2013 no SE ESSA RUA FOSSE MINHA, na dinâmica sobre o tema da droga existe, não existe.
Rio de Janeiro: 23/05/2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

10º Congresso Internacional - Rede Unida - Sinais que vem da Rua - Videos UFF

No décimo Congresso Internacional, Rede Unida, o debate sobre os diferentes modos de cuidado em saúde que estão presentes para as pessoas que moram nas ruas

UFFTube - 10º Congresso Internacional - Rede Unida


Título : 10º Congresso Internacional - Rede Unida 
Duração : 02:10:29
Descrição : No décimo Congresso Internacional, Rede Unida, o debate é sobre os diferentes modos de cuidado em saúde que estão presentes para as pessoas que moram nas ruas. 
#Sinais da RuaPrimeiro dia do evento, 6 de Maio de 2012. 
Confira!
Visualizações : 239
Enviado por : Uniteve
Enviado a 11 meses atrás
Data de Criação: 06/05/2012




Título : 10º Congresso Internacional - Rede Unida - Mesa 2
Duração : 02:34:16
Descrição : No décimo Congresso Internacional, Rede Unida, o debate é sobre os diferentes modos de cuidado em saúde que estão presentes para as pessoas que moram nas ruas.
Na mesa 2: Práticas na rua - Contrapontos
O evento aconteceu dia 8 de Maio de 2012. 
#Sinais da Rua
Visualizações : 222
Enviado por : Uniteve
Enviado a 10 meses atrás
Data de Criação: 08/05/2012





Título : 10º Congresso Internacional - Rede Unida - Mesa 3
Duração : 02:39:08
Descrição : No décimo Congresso Internacional, Rede Unida, o debate é sobre os diferentes modos de cuidado em saúde que estão presentes para as pessoas que moram nas ruas.
Mesa: Os sinais da rua. Nova biopolítica?
O evento foi realizado no dia 7 de maio de 2012.
Visualizações : 130
Enviado por : Uniteve
Enviado a 7 meses atrás
Data de Criação: 07/05/2012





Os loucos, os normais e o Estado


Leitura recomendada por: Marco José Duarte
Revista
ELIANE BRUM 03/06/2013 10h20 - Atualizado em 03/06/2013 17h05

Os “loucos” são aqueles que dizem mais dos “normais” do que de si mesmos: o livro 'Holocausto Brasileiro' conta um capítulo tão tenebroso quanto escondido da história recente do Brasil – e que está longe de ser encerrado

sábado, 25 de maio de 2013

Material de discussão para próximo encontro da Linha de Pesquisa - 05 a 7 de Junho/2013




Para discussão do dia 05/06 acordamos ver a conferência do Bruno Latour em agosto de 2012 na cidade de Salvador num evento intitulado "A Vida Secreta dos Objetos".

O primeiro dia de encontro ocorrerá no Pedro Calmom, o mesmo espaço do "Fórum de Ciência e Cultura" onde fizemos os outros encontros deste ano.

Os vídeos são divididos em 6 partes.







Segue o site do evento, onde se encontram outros materiais:

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Obra completa de Paulo Freire grátis para download



Postado em: 24 abr 2013 às 21:31


Acervo digital disponibiliza toda a obra de Paulo Freire. Estão disponíveis para download gratuito vídeos de aulas, conferências, palestras, entrevistas, artigos e livros do educador

paulo freire obra download
Obra de Paulo Freire está disponível na internet. (Foto: Reprodução)
O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire.
Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.

Educação como liberdade

Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nova página da biblioteca HUCFF



A Biblioteca Setorial HUCFF, coordenada pela CAE, está disponibilizando sua nova página - www.bibliotecadohucff.ufrj.br – com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação e divulgação de seus produtos e serviços. Destacamos entre os produtos os Catálogos de Novas Aquisições e o serviço Solicite artigos para pedidos de artigos científicos.
Vanessa Souza Mendonça
Bibliotecária

Biblioteca do HUCFF e IDT
Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco, 255 - 13º and.
21941-913 Ilha do Fundão - Rio de Janeiro, RJ
Tel. (21) 2562-2856/2827/2355
Twitter: @bibhucff



terça-feira, 9 de abril de 2013

Paulo Leminski - Invernáculo



Invernáculo

Esta língua não é minha,
qualquer um percebe.
Quem sabe maldigo mentiras,
vai ver que só minto verdades.
Assim me falo, eu, mínima,
quem sabe, eu sinto, mal sabe.
Esta não é minha língua.
A língua que eu falo trava
uma canção longínqua,
a voz, além, nem palavra.
O dialeto que se usa
à margem esquerda da frase,
eis a fala que me lusa,
eu, meio, eu dentro, eu, quase.

Médicos na cozinha, outras receitas - Emerson Merhy convida para uma visita em seu site



Será possível cozinharmos e comermos por prazer no fazer, nas combinações, nos coloridos, nos cheiros e no sabor sem termos que ficar calculando quantos anos de vida ganharemos ou perderemos dependendo do que estamos comendo?
A famosa dieta do mediterrâneo não foi feita por nenhum profissional de saúde, muito menos o uso do peixe intensamente pelos nativos "brasileiros". Ao contrário, o olhar pela saúde é uma construção ficcional recente.
Aliás, as comprovações são sempre duvidosas e a quantidade de ofertas de dietas saudáveis parecem mais responder ao mercado de alimentos do que, de fato, aos efeitos sobre o prolongamento da vida. Curiosamente, combinada com várias ofertas de lixos alimentícios do mesmo mercado. Como se colocassem um "bode na sala" para depois tira-lo e continuarem ganhando consumidores dispostos a pagar verdadeiras fortunas por alimentos e dietas que são, em regra, abandonadas e sem efeitos reais para a saúde desses consumidores,
Que tal des-medicalizarmos o alimento e tirarmos proveito do comer como um ato humano gostosésimo, ainda mais se envolver mais gente.
Essa experiência começou como uma brincadeira entre eu e uma amigo, médico também, o Luiz Carlos de Oliveira Cecílio, um excelente cozinheiro.

Aproveitem!!!!!!!!!

Próximo Encontro da Linha de Pesquisa - 08 a 10 de Maio/2013



O próximo encontro acontecerá nos seguintes locais:


08/05 - 10 às 17 horas - Av. Rui Barbosa, 762 - (Antiga Casa do Estudante)
09/05 - 9 às 17 horas  - IPUB/UFRJ - Auditório Leme lopes
10/05 - 9 às 17 horas  - IPUB/UFRJ - Henrique Roxo (manhã) e  Leme Lopes (tarde)


Para leitura do dia 08/05 acordamos ler a obra de BRUNO LATOURA VIDA DE LABORATÓRIO: A produção dos fatos científicos.


Capitulo I
A ETNOGRAFIA DAS CIÊNCIAS 
Capitulo 2
VISITA DE UM ANTROPÓLOGO AO LABORATÓRIO